Ninguém fala sobre isso em voz alta, mas é uma verdade que ecoa no coração de muitos pais que recebem o diagnóstico de autismo de um filho: o luto. Não é o luto pela criança que está ali, na sua frente, mas o luto pela criança que você idealizou.
Quando pensamos em autismo, a imagem que muitas vezes vem à mente é a de um menino com dificuldades de socialização e interesses restritos. Essa visão estereotipada, perpetuada por décadas na mídia e até mesmo na literatura médica, deixou uma população inteira nas sombras: as mulheres autistas.
Você já se sentiu como se estivesse assistindo ao mundo através de um vidro? Como se todos tivessem recebido um manual de instruções para a vida social, menos você? Por anos, talvez décadas, você se culpou. "Sou muito sensível", "sou antissocial", "sou estranho(a)"
Você finalmente conseguiu estabelecer uma rotina de sono. Seu bebê dorme a noite toda, e você está recuperando seu próprio sono. Aí, de repente, tudo muda. O bebê que dormia bem começa a acordar várias vezes à noite, quer ficar no colo, recusa o berço. Você pensa: "O que aconteceu?".
Seu bebê apresenta eczema, coceira ou vômitos após comer um alimento novo. Imediatamente, a mente pensa: "Alergia!". Mas será? A verdade é que as alergias alimentares, embora reais e potencialmente graves, são frequentemente confundidas com intolerâncias alimentares, que são muito mais comuns e menos perigosas.
Uma das maiores fontes de ansiedade para mães que amamentam é a famosa "confusão de bicos". O medo é simples: se oferecer uma mamadeira ou chupeta muito cedo, o bebê pode rejeitar o peito e a amamentação pode ser prejudicada.
"Eu entendo que você está bravo porque queria o brinquedo". Para muitos pais, frases como essa soam como ceder, como concordar com o comportamento inadequado da criança. Surge o medo de "passar a mão na cabeça" e criar um filho mimado.
Falar sobre emoções com crianças pequenas pode parecer abstrato. Como explicar a raiva ou a frustração para alguém que mal consegue nomear as cores? A resposta, muitas vezes, está no lúdico.
O choro estridente no meio do supermercado. O corpo que se joga no chão porque a hora de brincar acabou. A famosa "birra" é um dos comportamentos mais desafiadores da primeira infância, capaz de testar a paciência até dos pais mais calmos.
Muito se fala sobre a "hora de ouro" e a importância do contato pele a pele logo após o nascimento. E, de fato, esse primeiro contato é mágico e fundamental. Mas os benefícios dessa prática poderosa estão longe de se limitar à sala de parto.